Raios de luz atravessam a janela e me acertam como flechas.
A sensação do calor em meu corpo é como uma corrente elétrica, que me corta.
Eu simplesmente jogo as cobertas sobre a cabeça.
Quero esquecer o sol.
Quero esquecer a janela aberta.
Quero esquecer a noite que passou.
Rolo para o lado direito da enorme cama e encontro um lugar vazio.
Ela parece ainda maior, sem você lá para me segurar.
Não era o calor do sol que eu queria sentir agora.
Era o calor do teu corpo, agora ausente, que ocupava esse lugar.
Queria que as minhas palavras,
as mesmas que te mandaram embora,
pudessem te fazer voltar.
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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Dono
Mais uma vez meu coração acelerou até saltar de meu peito. Agora, fora do meu corpo, pertencente a outro ser, que carrega-o em suas mãos. Espero até o momento de me ser dado outro, ou aqui sangrar até não haver mais nada a ser sangrado, esperando um dia rever meu coração batente nas mãos de seu mais novo dono.
Acho que espero mais é rever o dono, pois meu coração é apenas um superfluo, que se não pertencer a ele, nem a mim pertencerá.
Acho que espero mais é rever o dono, pois meu coração é apenas um superfluo, que se não pertencer a ele, nem a mim pertencerá.
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